Quinta-feira, Março 05, 2009

Tolle, lege; tolle, lege. (Parte II)

A própósito do post anterior, lembrei-me desta reflexão que seguidamente vou partilhar convosco; espero que seja de bênção para vós, como foi antes para mim...

Lembrei-me de duas passagens, que me tocaram profundamente e edificaram a minha vida de sobremaneira, quando pensei nelas em conjunto: As Palavras de Agur e o “Espinho” de Paulo.
Embora o espinho que Paulo possa ser interpretado como dificuldade física ou doença, eu – pessoalmente - não acredito. Penso que Paulo se referia a algo mais emocional; alguma coisa que existia na sua vida e que o incomodava profundamente, pois ele tinha noção que aquilo não provinha de Deus, mas do homem... E aquilo que ele sentia/passava/tinha/desejava, lembrava-o das suas próprias limitações e até onde podia ir!
Agur, por ser lado, pedia a Deus com todas as suas forças, o seguinte:
Primeiro, que me afastes da falsidade e da mentira. Depois, que não me dês nem pobreza nem riqueza. Dá-me o bastante para as minhas necessidades. Porque se ficar rico, corro o risco de me esquecer de ti e começar a perguntar: Mas afinal quem é Deus? Por outro lado se vier a empobrecer, a miséria pode levar-me ao roubo e a desonrar o nome de Deus.
Ele conhecia as suas limitações; conhecia o seu espinho! E por ter esse conhecimento, ele queria lutar contra essas coisas.
Olho para ambos, e vejo que partem do princípio básico: o de rejeitar a sua própria carne, o que pensam, o que desejam/ambicionam e gostavam de ter!
É muito fácil ceder aos nossos desejos e tentações; é o caminho mais acessível uma vez que vai de encontro à nossa própria carne! Mas, é consideravelmente mais difícil tentar fazer sempre a vontade de Deus, fazer aquilo que Ele nos pede e estar dentro do Seu propósito para a nossa vida.
Uma das passagens biblicas que olho com mais reverência é esta:
Nem todos os que falam como se fossem gente religiosa o são verdadeiramente. Eles podem chamar-me 'Senhor mas nem por isso entrarão no céu. Porque o que importa é saber se obedecem ao meu Pai do céu ou não. No dia do juízo muitos me dirão: «Senhor, Senhor, fizemos em teu nome pregações inspiradas, e servimo-nos do teu nome para expulsar demónios e para operar muitos outros milagres». Mas responderei: «Nunca vos conheci. Vão-se embora porque as vossas obras são ruins».
Não quero ser um destes! Mas gostava de ser conhecido (ou apontado...) como aquele é um homem verdadeiramente temente a Deus.
Não sou perfeito, nem nada que se pareça. Falho; se calhar mais que os outros! Mas reconheço que sem Deus, não vale a pena lutar, e que Ele sempre colocará situações (espinhos) para moldar o meu carácter e o tornar mais perfeito para – um dia – chegar-me a Ele!
Tudo depende da forma como encaramos as dificuldades que vêm sobre a nossa vida: ou percebemos que é para crescimento (e crescimento causa muita dor) ou, então, deixamos de lutar. Eu não quero deixar de lutar... Não só por mim mas, principalmente, pelo Reino e por Ele!

2 beliefs that matter…:

Eu ja deixei um comentário neste post, será que nao entrou? ou nao foi aprovado?
De toda maneira, nao há nada mais valioso do que ser temente a Deus!
Além da intimidade que adquire com Ele, certamente será mais abencoado!!
Beijo

6:28 PM  

Obrigado Marlene.
Nunca deixaria de publicar comentário seu; na verdade, só tinha um a este post e outro ao post anterior...
Beijinhos! E obrigado pelos comentários...

12:46 PM  

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